sexta-feira, 10 de março de 2017

Comportamento humano

Fazendo uma pequena analogia, parece-me que o comportamento humano não difere muito do animal. Talvez por isso seremos igualmente animais, não muito diferentes, apenas mais refinados. Parece-me que também há humanos que, escondidos atrás de uma vedação, máscara, disfarce, ou outra qualquer barreira física ou virtual, conseguem ficar na segurança (ou acham que conseguem) e assim protegidos dizem/fazem/acontecem. No entanto, quando é necessário encarar acobardam-se e assobiam para o lado. Mas é caso para dizer que no melhor pano cai a máscara... peço desculpa, a nódoa... Esqueço-me que máscaras é no Carnaval e esse já passou. Ou será a preparação do próximo uma constante!?!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

DESABAFO

"Na fila do supermercado o caixa diz uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse: "Não havia essa onda verde no meu tempo."

O empregado respondeu:
"Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. "

"Você está certo", responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.

Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.

Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.
Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente,
mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?!!!!!!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Nova moda de Outono...

Este ano, a nova moda para o frio de Outono masculina/feminina: t-shirt, top's, calções, mini-saia, havaianas, sandálias, calções de banho e bikini...
E o mais estranho é andar assim vestido e ver as montras cheias de casacos, cachecois, botas e afins...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Há gente "levada da breca"

Roubaram a casota à Branquinha.
A Branquinha é uma cadela que apareceu há muitos anos e me foi seguindo nas minhas voltas com o Yuri. Ao início não lhe dei comida para ela não se "fixar" mas ela acabou por ir ficando a dormir no tapete de entrada e insistia em nos acompanhar nos passeios. Ela conseguia alimento pelos seus meios pois volta e meia aparecia lá com pedaços de carne, ossos, sacos com pasteis, sacos com sandes embrulhadas, enfim... Não faço ideia onde ela ia buscar, mas era muito frequente em dias de feira. Muitas vezes a carne estava cheia de terra, por isso era natural que ela tivesse uma "dispensa" nas redondezas. Posto isto, nada mais haveria a fazer do que dar-lhe um pouco de melhores condições. Foi então, como que, adoptada, ainda que fora de casa no alpendre da frente. Foi lá colocada uma tenda pequenina tipo iglo ideal para o seu tamanho, que tinha uma pequena janela onde ela estava sempre à espreita. Há uns 4-5 anos ou mais, por desgaste do mesmo, foi lá colocada uma casota em plástico que por lá esteve até esta noite/madrugada.
Tudo bem que será uma situação que poderia ser previsível, mas esteve lá tantos anos e com a quantidade de gente que por ali passa, já não se suspeitava de tal acontecimento. Até já roubaram plantas e vasos e a casota permanecia.
Anda uma pessoa nesta vida a fazer boas acções e depois aparecem um larápios sem escrúpulos que dão cabo da rotina de um animal. Agora a Branquinha anda desorientada à procura do seu poiso e até ficou a dormir dentro de um vaso.
Só tenho pena que ela não tenha dado uma mordidela na mão de alguém. Mas também digo que se esse alguém por lá voltar a passar e ela lhe der uma ferradela numa perna, garanto que também não fico com pena alguma.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

CACHORROS PARA DAR...

... a quem queira cuidar. Nasceram hoje 3 machos e 1 fêmea da Zuka, a mais recente adopção canina, à cerca de meio ano.
A Zuka era já uma cadela adulta (1-2 anos) quando apareceu a deambular junto à estrada, perto do local onde estava a trabalhar. Por aí permaneceu 2-3 dias, a seguir os carros que passavam, possivelmente por ter sido largada de um. Até que um dia saí para almoço e ela foi um pedaço atrás de mim, regressei de almoço e voltou a seguir-me até à entrada da quinta. Já não resisti mais pois ela andava desorientada e esfomeada. Não o querendo fazer, uma vez que já tinha bastantes animais (inclusivamente a Branquinha que também tinha sido adoptada) e já sabia as consequências, dei-lhe o que tinha disponível na altura, meio pacote de bolachas Torrada que ela devorou sofregamente em 10 segundos. Como será previsível, a partir daí, lá foi ficando pela quinta e foi acarinhada.
Tinha um problema de pele que associei ao motivo do seu provável abandono, mas que agora já está controlado. É muito meiga, de porte pequeno e adora andar à caça de coelhos. Como era uma cadela de rua, durante o cio ficou prenha. No passado fim-de-semana levei-a para casa para ela ter mais condições de ter a sua ninhada, o que acabou por acontecer esta madrugada, 4 bonitos cachorros castanhos.
Assim, como não conseguirei dar guarida a tantos animais, solicito a quem estiver interessado em cuidar, tratar, educar e NÃO ABANDONAR um animal de companhia e estimação, que entre em contacto comigo ou até divulgue a quem conheçam que possa reunir estas condições.
Obrigado.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A vida passa...

... e nós vamos ficando, com saudades dos que vão partindo...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Moralidade política...

Como é bom ouvir lições de moral, na tv e em directo, de alguém que deu à sola do país assim que teve oportunidade, com uma arrogância e altivez de quem já é senhor da Europa...
Este político é mesmo "durão"... Incrível...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Incrível, e estúpida, tecnologia...

Já toda a gente se deve ter deparado com as agora cada vez mais vulgares atendedoras de chamadas automáticas, em que através de uma gravação e de uma escolha sequencial lá se vai percorrendo o menu de opções. Pessoalmente, não sou muito adepto deste sistema pois muitas vezes anda-se para um lado e para o outro e chega-se à conclusão que não era nada daquilo, restando apenas desligar e ligar novamente. Pior ainda quando hoje, para reportar uma avaria para uma empresa estatal, o dito sistema me pede para digitar não uma, mas 2 vezes o n.º de telefone em causa. Como se isso não bastasse, quando a chamada passa para o operador, a 1ª pergunta que me faz é "qual o n.º de telefone a reportar a avaria".
Provavelmente, alguém me saberá explicar o sentido (que deve ter, espero), mas para mim isto é completamente descabido e incrivelmente estúpido!!! Resta saber se a única razão será apenas para nos cobrarem mais uns €€€ pois a chamada é paga ao minuto....... enfim...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Garcia Pereira - PCTP/MRPP

Já tanto se ouviu sobre o estado actual do Estado português por todos os partidos com representação parlamentar e pouco se deu voz a quem lá não tem assento. Acho que vale a pena ouvir estas breves palavras do Dr. Garcia Pereira, ontem no Jornal da Uma da TVI.

1ª Parte: http://www.youtube.com/watch?v=bylMQwbY0o8

2ª Parte: http://www.youtube.com/watch?v=LB45zJzgjPM

3ª Parte: http://www.youtube.com/watch?v=a4sukpBvJxA

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Carta de Henrique Raposo a Jorge Coelho

É por estas e por outras que o nosso país está como está. Quando um ex-ministro sai de um Ministério de um Governo (das Obras Públicas se não me engano) directamente para Presidente Executivo ou Honorário (ou lá o que é) de uma empresa privada que transacciona directamente com o Estado, algo vai mal neste reino!!! Mas é aqui, é na Lusoponte, é..... (s)enfim!!!!
Bom é melhor ficar só pela carta, que já diz muito e mais acertado do que as minha palavras:

«Caro Dr. Jorge Coelho, como sabe, V. Exa. enviou-me uma carta, com conhecimento para a direcção deste jornal. Aqui fica a minha resposta.

Em 'O Governo e a Mota-Engil' (crónica do sítio do Expresso), eu apontei para um facto que estava no Orçamento do Estado (OE): a Ascendi, empresa da Mota-Engil, iria receber 587 milhões de euros. Olhando para este pornográfico número, e seguindo o economista Álvaro Santos Pereira, constatei o óbvio: no mínimo, esta transferência de 587 milhões seria escandalosa (este valor representa mais de metade da receita que resultará do aumento do IVA). Eu escrevi este texto às nove da manhã. À tarde, quando o meu texto já circulava pela internet, a Ascendi apontou para um "lapso" do OE: afinal, a empresa só tem direito a 150 milhões, e não a 587 milhões. Durante a tarde, o sítio do Expresso fez uma notícia sobre esse lapso, à qual foi anexada o meu texto. À noite, a SIC falou sobre o assunto. Ora, perante isto, V. Exa. fez uma carta a pedir que eu me retractasse. Mas, meu caro amigo, o lapso não é meu. O lapso é de Teixeira dos Santos e de Sócrates. A sua carta parece que parte do pressuposto de que os 587 milhões saíram da minha pérfida imaginação. Meu caro, quando eu escrevi o texto, o 'lapso' era um 'facto' consagrado no OE. V. Exa. quer explicações? Peça-as ao ministro das Finanças. Mas não deixo de registar o seguinte: V. Exa. quer que um Zé Ninguém peça desculpas por um erro cometido pelos dois homens mais poderosos do país. Isto até parece brincadeirinha.

Depois, V. Exa. não gostou de ler este meu desejo utópico: "quando é que Jorge Coelho e a Mota-Engil desaparecem do centro da nossa vida política?". A isto, V. Exa. respondeu com um excelso "servi a Causa Pública durante mais de 20 anos". Bravo. Mas eu também sirvo a causa pública. Além de registar os "lapsos" de 500 milhões, o meu serviço à causa pública passa por dizer aquilo que penso e sinto. E, neste momento, estou farto das PPP de betão, estou farto das estradas que ninguém usa, e estou farto das construtoras que fizeram esse mar de betão e alcatrão. No fundo, eu estou farto do actual modelo económico assente numa espécie de new deal entre políticos e as construtoras. Porque este modelo fez muito mal a Portugal, meu caro Jorge Coelho. O modelo económico que enriqueceu a sua empresa é o modelo económico que empobreceu Portugal. Não, não comece a abanar a cabeça, porque eu não estou a falar em teorias da conspiração. Não estou a dizer que Sócrates governou com o objectivo de enriquecer as construtoras. Nunca lhe faria esse favor, meu caro. Estou apenas a dizer que esse modelo foi uma escolha política desastrosa para o país. A culpa não é sua, mas sim dos partidos, sobretudo do PS. Mas, se não se importa, eu tenho o direito a estar farto de ver os construtores no centro da vida colectiva do meu país. Foi este excesso de construção que arruinou Portugal, foi este excesso de investimento em bens não-transaccionáveis que destruiu o meu futuro próximo. No dia em que V. Exa. inventar a obra pública exportável, venho aqui retractar-me com uma simples frase: "eu estava errado, o dr. Jorge Coelho é um visionário e as construtoras civis devem ser o Alfa e o Ómega da nossa economia". Até lá, se não se importa, tenho direito a estar farto deste new deal entre políticos e construtores.»

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Troica do dinheiro...

Gostava de saber quanto é que vão ganhar os peritos da Troica (seja lá como isso se escreve), a comissão técnica de inquérito instaurada para avaliar as condições e o dinheiro a ser “vendido” a Portugal…

Será que essa factura está incluída no juros ou ainda vai ser paga à parte?!?!?

Será este um trabalho honorado à comissão?!? É que se for, mesmo que seja uma comissão de 0,001% é muuuiiiito dinheiro…

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Parcerias publico-privadas

Não consigo compreender como é que se fecham hospitais públicos e depois se concedem parcerias do SNS com vários hospitais privados da Santa Casa da Misericórdia. Não quero com isto dizer que estou contra, até porque a Mealhada sai beneficiada, mas parece-me que tem algo de nepotismo associado...

Há coisas "levadas da breca"...

Hoje de manhã chego ao meu local de trabalho e estaciono no "meu" espaço habitual. Saio do carro e penso: «epa, hoje ficou um tudo nada para trás demais». Mas nem fiz questão em chegar à frente pois o terreno em si permite, literalmente, que camiões TIR façam manobras.
Então não é que uma carrinha para descarregar umas caixas de material encomendado me dá um encosto na traseira do carro...
Agora pergunto-me se o facto de pensar na situação seria uma premonição à qual eu não liguei, ou se o facto de deixar o carro naquela precisa posição seria o destino a fazer das suas porque aquilo simplesmente tinha de acontecer....
Há lá coisas... é do catano...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Caso Islandês

Depois do anúncio de que Estado (que somos nós) pediu ajuda ao estrangeiro, parece-me pertinente expor o caso islandês que ainda ontem foi mencionado pelo ex-secretário geral da CGTP Carlos Carvalhas (pode ver-se neste link quase no fim da 1ªParte - http://www0.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=27442&e_id=&c_id=1&dif=tv&hora=21:00&dia=06-04-2011 ). O artigo é extenso mas vale a pena dar uma vista de olhos.

Estou farto da política e dos políticos. Eles servem-se «do» país para proveito próprio e não servem «o» país como deviam. E depois vem o Durão Barroso dar lições de moral do que se deve fazer quando ele foi o primeiro a pular fora assim que pôde... Puta que os pariu a todos. Que raio de jogo mais mesquinho e sujo... Raio dos direitos adquiridos que ninguém lhes pode (leia-se quer) tirar. É só regalias disto e daquilo, subsídios para isto e para aquilo, mesmo que não usufruam. E quem será que compra a dívida portuguesa, para além dos bancos, claro. Será que são as mesmas pessoas que ganham fortunas como gestores de empresas públicas e depois têm capacidade de comprar dívida da própria entidade que lhes paga o salário, a um juro muito mais alto que qualquer aplicação financeira!?!?!?!
Será que não há ninguém que ponha termo a isto e corte isto de alto a baixo?!? Parece que não... é um raio de um povo que nem sequer vai às urnas...

Bom, peço desculpa pelo desabafo e é melhor terminar por aqui pois parece-me que isto já vai longo e ainda falta o caso em si que a seguir transcrevo...


Penso que vale a pena ler.
E nós ainda estamos em vantagem: nem sequer temos que alterar a Constituição: basta cumpri-la e dizer-lhes que metam o FMI no
BCE ou onde melhor lhes aprouver ...


Porque razão já não falam da Islandia !!!

Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna - pública e privada com incidência no sector bancário - e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra.


Sócrates foi dizer à Sra. Merkle - a chanceler do Euro - que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse.

Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele.

Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.


Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.


Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.


A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).


País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.


Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda.

Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês.


Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.

O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.


Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.


Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.


Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.


Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.


As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.


Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.


O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o

Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.


Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.


Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.

O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.


Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mentiras e política...

Hoje, dia 1 de Abril, é o dia indicado para os políticos fazerem as suas conferências de imprensa e campanhas...

Assim, ao menos têm uma desculpa a apresentar para justificar o que andam a fazer ao país!!!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Revolução tecnológica ou obsoleta?!?

Este "dispositivo" é, cada vez mais, considerado como obsoleto sobretudo pelas gerações mais novas. Com o advento da informática, da tecnologia e do mundo partilhado num só espaço à distância de um click, as pessoas esquecem-se muitas vezes das bases mais fidedignas de um livro.

Será que poderemos mudar mentalidades com a apresentação de uma revolução tecnológica ou será que vai cair em desuso!?!

Já existem livros em formato digital (e-books), seja para leitura de lazer ou científica. As publicações de artigos também correm o mundo através de um simples ficheiro. O advento da internet permitiu esta acessibilidade à informação (oficial) mas também se assumiu como uma fonte rápida e prática de pesquisa (não oficial). É neste aspecto que muitas vezes não se faz a destrinça do que é válido ou não. Além disso, qualquer pessoa, tal como eu, tem a possibilidade de escrever e publicar online tudo o que desejar, estando correcto ou não, ou até mesmo transcrever algo de outros autores, podendo (mas não "devendo") alterar o que lhe convier, tomando como seu aquilo que não é.
É devido a este exacerbado facilitismo que esta ferramenta, na minha modesta opinião, poderá ser utilizada como forma de orientação e de ganho de tempo mas em nada substitui a sustentabilidade de um livro (ou do que está escrito em papel de forma oficial) pois permite uma consulta mais rápida e uma visão mais alargada de todo o conteúdo.

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Contado...

... ninguém acredita!!!


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sexta-feira, 11 de março de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

...que ano...

... quando a motivação da maioria das pessoas nesta altura é de grande euforia e azáfama, a retrospectiva que faço do corrente 2010 é que foi um ano horrível. Esta 2ª metade do ano, e sobretudo este final, está a ser a mais difícil de que tenho memória. Como é lógico, em 365 dias também tive momentos bastante positivos, mas os aspectos negativos foram, e estão a ser, demasiado trágicos para, numa perspectiva global, serem suprimidos. É claro que todos os momentos bons passados, irão perdurar e acabar por suplantar a dor e angústia que se sente. Por muito que não se queira, tudo isto afecta o nosso estado presente, mesmo tendo consciência que 2010 começou muito bem, mas está a acabar muito mal. Por o dia de amanhã ser já em 2011, não deixa de ser um dia igual ao de hoje ou de ontem, e não será diferente do dia depois de amanhã.

Assim, para todos os que tiveram um bom ano, que seja ainda melhor, para quem não o teve, esperança e pensamento positivo, que melhores dias virão...

Aproveitem a vida e todos os momentos que ela proporciona... A vida é para ser vivida.